segunda-feira, 19 de setembro de 2011

amor fértil


O terreno ainda é fértil para o amor. Fertilidade abundante. Felicidade visceral. Encontrar o carinho, respeito e companheirismo diante do que se julgava infértil. Amor. Fazer brotar da dor o amor. Campo fértil para o crescimento. Desafiando os dias que se seguem. Penosos, como não poderiam deixar de ser.

Arar o terreno. Esperar a colheita dos bons frutos. Tempos melhores sempre estão à espreita. Paciência. Desacelerar a pressa da vontade. Deixar fluir os ventos. Os bons e os ruins. Tudo se aproveita nessa marcha. Acreditar no amor. E agradecer o brinde da vida.

Ele. Ela. Elo que não se desfaz. A vida quem quis assim. Nos seus acordes perfeitos. As dissonâncias dos destinos. Destinos errantes. Distraídos se cruzaram. E a espera tornou-se amena.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

a sua volta

Deixar-se cair de joelhos. Cabimento ao clamor. Clamores da vida. Ainda pulsa dentro da alma. A espera incansável de quem ainda não veio. O proclamado inicio, fim e meio, do amigo Raul. Não veio. Depede-se do corpo e aloja-se no coração. Fica guardado na alma. Alma dolorida. Chapoletada do destino. A fé intocável. Inabalável. Às vez, inconsolável. Fé no acaso. Não por acaso. Persistência do amor.

Amor que vem. Não veio. Anseio do destino. Saudade do que não aconteceu. O vento ainda sopra na primavera do espírito. Saudade. Em caixa alta. SAUDADE. Vontade de ter o que não tive. Amor que persiste. No ventre. No peito. Na alma. E eis que chega a primavera. Eu te espero. Entre flores. Desejos. E sabores. Braços abertos para tua volta. Aceitar. Dissonâncias do destino.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

à sua espera


O silêncio ensurdece o ouvido. Coração que anseia a chegada. A vontade de você consome as horas. E os minutos vagam na eternidade. Bagunça do juízo. Desajuizado. Espera. Desespera. Exaspera. Esperar até desesperar. Insisto. Desisto. Não, insisto. Insisto e não desisto. Essas horas que passam sem a sua presença. Remete à solidão de outrora. A espera amarga. A magra espera.

O silêncio rompido no portão. Abre o ferrolho da esperança. Coração salta em disparada. É a sua chegada. Escapole o sorriso. Incontrolado. Desconcertado. Desordenado. Você de volta. Felicidade. No meu colo. A zumbizar. Vagueia no mundo. Mas volta sempre à tempo. Pro meu sorriso despertar.

domingo, 14 de agosto de 2011

fé

Quando a dor da alma faz esquecer a dor física. Dor de amor. Amor verdadeiro. Visceral. O mundo alargou ou você encolheu? Resposta que não vem. A dor que lateja no ventre. Ventre vazio. Dolorido. Impulsiona essa saudade. Saudade do que não foi. Restou o choro e a fé. A fé que ainda está por aqui. Inabalável. A fé sincera pelo nosso reencontro. Quando poderei acalentar esse choro que o vento me traz por recompensa.


terça-feira, 5 de julho de 2011

quando a vida concede

Afago do destino. Concessão da vida para felicidade. Como quem recompensa uma jornada. E então vem a trégua. Trégua para alma. Alma calma. Calmaria em avalanche. Nossa hora é chegada.


Braços abertos para os sorrisos. Quando a alegria de tão sincera explode no vento. Vem de dentro pra fora. E dissipa nas cores da vida. Felicidade. Encontro o inesperado. Inesperado que sempre esperei. Espera que não exaspera.


Nas curvas do destino o nosso encontro. Encontro sem desencontro. A espera sincera pelo eterno reencontro. No meu caminho que já desemboca no seu.


Caminhos cruzados. Caminho em passos leves. E compassados. Do passado? O aprendizado. O presente que pressente. Um futuro que nos pertence.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

o amor que chega e não se vai

E eis que chega o amor. Expresso em poesia. Manifestado em palavras. Palavras soletradas por várias linguas. As bocas que não guardam silêncio. Silêncio ruidoso do destino. Na vontade que dá em compartilhar. Momentos. Tristezas. Sorrisos. A arte de transmutar a dor em alegria. Campo fértil para aprendizado.


O amor em versos discretos. Versos de uma história escrita por várias mãos. Porta abertas para dias de sol. Deixar adormecido o romantismo. Renascer no real. Os desentendimentos que virão. E que serão levados pelo vento. Respeito. Carinho. Companheirismo. A essência da amizade que já cabe dentro de nós.


O amor nos acordes da vida. Fantasiado em música. Nos solos inquietantes. Solos orquestrados pela alma. Alma de muitos. Nossos muitos. Na essência do que se pode ser. Viver. Morrer. Renascer. Deixar fluir o ciclo. Cículos que se fecham no infinito. Caminhos que se cruzam num lugar chamado felicidade. Nossa feli(z)cidade. Um pra sempre que não acaba.


domingo, 22 de maio de 2011

num encontro eu encontro

Encontro entre tantos desencontros. Como quem passeia alheio num jardim. Jardim secreto. Entre flores, o reencontro. Surpresas. Amores. Os desamores esquecidos no caminho. Um novo dia, nova luz. Sol e chuva se fundindo no arco-íris da alma.

Encontro o aconchego do espírito. Repouso para vida no colo da felicidade. Com rede preguiçosa que convida o afago. Apago o que não foi. Portas abertas para os dias de sol.

Encontro o que cabe aqui dentro. Nos braços que esperaram o abraço. Nos corações que esperaram as canções. E veio o solo. Alegria. Quando o sorriso vem de dentro e dissipa no vento. Num sopro de uma ventania. Voou e se alojou dentro da alma. Um elo que não se desfaz.

Encontro e não perco mais.