Num dia destes fui surpreendida pela seguinte indagação:
- Como você se vê daqui a cinco anos?
Dei uma resposta hipotética de algo que nem tinha tanta certeza e no fundo me senti uma grande idiota em perceber que meramente havia projetado uma vida de comercial de margarina para ter como parâmetro uma vida feliz...
O fato é que essa pergunta não se esgotou com a minha resposta, passei o dia inteiro remoendo aquela intrigante pergunta, lembrei das vezes em que apliquei dinâmicas (que nem é meu forte e nem minha preferência, mas muitas vezes recorria a elas no trabalho com os adolescentes) que tinha como base esse tipo de pergunta:
"Como você estará daqui a dez anos?"
“Você se vê fazendo quais atividades daqui a três anos?"
Lembro ainda que eu fazia essas perguntas quando queria saber o nível de perspectiva do adolescente e se ele pensava numa vida diferente a que ele levava no momento.
Pensei em como a vida que eu projetava a cinco anos atrás tinha um cenário completamente diferente do que hoje eu estou atuando e como eu corro risco de projetar a vida mais inatingível para meu percurso.
Essa pergunta foi como uma agulha alfinetando a minha prepotência e que tal qual para os adolescentes em situação vulnerável de violência urbana e desorganização social percebi que projetar a vida é tarefa difícil para qualquer um.
É...
C'ést la vie
quarta-feira, 8 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
um mais um não soma dois
submissa
submeto
o meu orgulho ao teu
inverti a ordem
você ordena
eu obedeço
e me faço, me trago
inteira
faceira
matreira
quando um mais um não soma dois
foi ele quem propôs
e o que vem depois?
um mundo reinventado
recriado
repensado
pra nós dois
submeto
o meu orgulho ao teu
inverti a ordem
você ordena
eu obedeço
e me faço, me trago
inteira
faceira
matreira
quando um mais um não soma dois
foi ele quem propôs
e o que vem depois?
um mundo reinventado
recriado
repensado
pra nós dois
observação nº 01: feministas de plantão, perdoem-me a traição!
observação nº 02: eu sou péssima nisso, sem muitas pretensões literárias
terça-feira, 30 de junho de 2009
Ter ou não ter...
Blog!
Estive conversando agorinha sobre isso com meu digníssimo e prometi que publicaria isso aqui nos meus fragmentos.
Na verdade eu estou postando menos pela promessa do que pelo tempo que não posto nem uma frase de caminhão por aqui.
A questão é: e precisa?
Logo no início de tudo, no início mesmo, tipo o primeiro post, defini da seguinte maneira...
"Blog:
espaço para catarse"
No momento o blog me serviu para isso mesmo, catarse pública (é estranho isso né?) mas assim eu quis!
Sem pretensões literárias, sem ajustes ortográficos e sem preocupações com neologismos e adjacências, abstrai, chorei, sorri, compartilhei da minha intimidade
E compartilho...
Será?
O fato é que tenho resignificado muita coisa na minha vida.
Os sentimentos... continuo passando sempre nos meus escritos, mas hoje tenho uma preocupação maior com a sintaxe do texto, e isso me limita é claro! aliás, sentimento tem sintaxe?
É tudo uma questão de semântica.
Veja:
Os blogs têm objetivos diversos...
Tem os de troca de informações de culinária, corte, costura, moda e de casamento
Outro segmento aposta em opiniões políticas, abordagens jornalísticas e conexões com as notícias do mundo lá fora
Os descontraídos, descolados, marotinhos, piadistas
Os sentimentalistas, amorosos, fofinhos, poéticos
Enfim, é quenem feira... tem pra todo gosto (péssimo isso, rs)
O fato é que mostra impressões muito particular de mundos e vivências diversificadas
QUE MASSA!
Diversidade não é?
É!
Pois bem!
A questão é:
eu preciso mesmo publicar tudo isso?
aliás, eu preciso publicar esse post? (estou a meia hora pensando)
No fundo... eu gosto, eu quero e eu preciso brandar minhas impressões de mundo, de vida... sejam em textos gramaticalmente lapidados, sejam na informalidade de qualquer asneira que pacientemente meus amigos leêm e gentilmente comentam sobre as minhas bobagens cotidianas!
Estive conversando agorinha sobre isso com meu digníssimo e prometi que publicaria isso aqui nos meus fragmentos.
Na verdade eu estou postando menos pela promessa do que pelo tempo que não posto nem uma frase de caminhão por aqui.
A questão é: e precisa?
Logo no início de tudo, no início mesmo, tipo o primeiro post, defini da seguinte maneira...
"Blog:
espaço para catarse"
No momento o blog me serviu para isso mesmo, catarse pública (é estranho isso né?) mas assim eu quis!
Sem pretensões literárias, sem ajustes ortográficos e sem preocupações com neologismos e adjacências, abstrai, chorei, sorri, compartilhei da minha intimidade
E compartilho...
Será?
O fato é que tenho resignificado muita coisa na minha vida.
Os sentimentos... continuo passando sempre nos meus escritos, mas hoje tenho uma preocupação maior com a sintaxe do texto, e isso me limita é claro! aliás, sentimento tem sintaxe?
É tudo uma questão de semântica.
Veja:
Os blogs têm objetivos diversos...
Tem os de troca de informações de culinária, corte, costura, moda e de casamento
Outro segmento aposta em opiniões políticas, abordagens jornalísticas e conexões com as notícias do mundo lá fora
Os descontraídos, descolados, marotinhos, piadistas
Os sentimentalistas, amorosos, fofinhos, poéticos
Enfim, é quenem feira... tem pra todo gosto (péssimo isso, rs)
O fato é que mostra impressões muito particular de mundos e vivências diversificadas
QUE MASSA!
Diversidade não é?
É!
Pois bem!
A questão é:
eu preciso mesmo publicar tudo isso?
aliás, eu preciso publicar esse post? (estou a meia hora pensando)
No fundo... eu gosto, eu quero e eu preciso brandar minhas impressões de mundo, de vida... sejam em textos gramaticalmente lapidados, sejam na informalidade de qualquer asneira que pacientemente meus amigos leêm e gentilmente comentam sobre as minhas bobagens cotidianas!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
ele é!
É ele quem invade o meu silêncio
que sorrateiramente se esconde na minha intimidade
É ele, só ele, quem me desmonta e remonta
e misteriosamente toma conta do que fui, do que sou
É ele quem me envolve na dança ritmada
dos compassos de uma canção jamais tocada.
que sorrateiramente se esconde na minha intimidade
É ele, só ele, quem me desmonta e remonta
e misteriosamente toma conta do que fui, do que sou
É ele quem me envolve na dança ritmada
dos compassos de uma canção jamais tocada.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
o amor
É tanto amor que não cabe em mim
Transborda em palavras
É tanto amor que não sei administrar
Personifica em declarações
É tanto amor que eu nem sei mais o que é viver sem senti-lo
É tanto amor
É tanto amor
Transborda em palavras
É tanto amor que não sei administrar
Personifica em declarações
É tanto amor que eu nem sei mais o que é viver sem senti-lo
É tanto amor
É tanto amor
quinta-feira, 4 de junho de 2009
sem mais
Enquanto isso estou cá...
confinada nos meus próprios pensamentos
solitária na visita ao porão do inconsciente (coletivo?)
perdida no vazio das lembranças
confusa pelos gritos do silêncio
aprisionada pela esperança por dias de sol!
confinada nos meus próprios pensamentos
solitária na visita ao porão do inconsciente (coletivo?)
perdida no vazio das lembranças
confusa pelos gritos do silêncio
aprisionada pela esperança por dias de sol!
"Eu só eu
No meu vazio
Se não morreu
Nem existiu"
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