quarta-feira, 28 de julho de 2010

a sorrir

Enquanto os dias passam procuro observar as nuances da vida com lunetas nos olhos, tento ver de perto os movimentos espirais do destino, como aquele compromisso pré agendando, inadiável. É certo que muitas vezes deixamos passar. Dor de cabeça, mal estar, ou derivados, não amenizam a responsabilidade de cumprir a agenda.

Nos preocupamos. Desgaste comum de uma vida pós moderna cheia de questionamentos, pressões. O fato é que cedo ou tarde a vida clareia com o passar daquela nuvem pesada, mas é só pra dar cabimento a outras tão ou mais pesadas quanto, seria como o velho adágio do frio conforme o cobertor.

O essencial é descobrir que a vida dá cabimento ao sorriso. E ainda resta em mim a capacidade de sorrir, da vida, das decepções, das alegrias e vitórias. Menos mal, não fui contaminada.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

festa da democracia

Estamos em época eleitoral, um momento onde a democracia se manifesta e o Brasil passa a refletir acerca do momento político que passamos, com perspectivas de melhoras sociais, econômicas e políticas refletindo diretamente no nosso cotidiano. Pensando nisso, envio este e-mail para apresentar os meus candidatos para este pleito eleitoral que se aproxima, fazendo um breve resumo das suas atuações. Gostaria que vocês analisassem com carinho, sabendo que nosso voto é de extrema importância para o país e para as nossas vidas.

Presidente: Dilma 13
Meu voto será para Dilma, para que os avanços da chamada "era Lula" continuem, pois entendo que o Brasil está tomando o rumo do progresso com ações sociais, econômicas e políticas, tanto nacionalmente como internacionalmente, arrojadas e avançadas para o nosso país. Dilma participou como protagonista dessas mudanças e o Brasil tem visto a sua postura séria e centrada como ministra do governo Lula.

Governador: Eduardo Campos 40
Votarei em Eduardo por estar alinhado à política nacional em priorizar as camadas menos favorecidas da sociedade, bem como, trazer avanços tecnológicos e econômicos, com o advento de Suape para nosso Estado colocando-o em destaque como pólo econômico do Nordeste e do Brasil.

Senadores: Humberto Costa 130 e Armando Monteiro 140
Humberto Costa, médico, esteve à frente do Ministério da Saúde no primeiro governo de Lula, hoje ocupa a pasta de Seretário das Cidades no governo de Eduardo. Também foi secretário da saúde de Recife, Deputado Federal, Estadual e Vereador de Recife, onde obteve a maior votação em 2000.
Armando Monteiro, deputado federal com expressiva votação em 2006, político bem preparado integra a lista dos “Cem Cabeças do Congresso”, elaborada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Deputada federal: Luciana Santos 6513
Meu voto será também para uma mulher para Deputada Federal. Luciana foi líder estudantil, deputada e prefeita da cidade de Olinda durante 2 gestões consecutivas, levando para aquela cidade muitos avanços, colocando-a como capital cultural do Brasil e priorizando políticas sociais com muita responsabilidade e respeito ao povo. Luciana Santos esteve à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente no governo do Estado (gestão de Eduardo Campos), protagonizando os avanços tecnológicos que nosso estado tem acompanhado.

Deputado Estadual: Luciano Siqueira 65100
Para representação na Assembléia Legislativa do nosso estado, votarei em Luciano Siqueira, médico por formação é uma das principais lideranças políticas de Pernambuco, foi vice prefeito por 2 gestões 2000 e vereador da cidade do Recife . A sua atuação prioriza os seguintes eixos temáticos: mobilidade urbana, transporte e trânsito; desenvolvimento econômico,emprego, educação para o trabalho; cultura; segurança, direitos humanos, espaços urbanos seguros;saúde, meio ambiente e habitação.

terça-feira, 22 de junho de 2010

uma leveza


Acordou desejando dormir. A maior invenção tecnológica dos últimos tempos tinha sido a soneca do celular. Cinco minutos a mais numa manhã cansada muda o dia de qualquer um. Levantou-se, atrasada, repetindo os mesmos ritos que aprendera desde cedo. Desejava um dia ter uma audiência particular com Santos Dumont e perguntá-lo se não havia nada melhor para inventar do que o relógio de pulso. Os relógios de pulso nos deixam presos às horas, porque estão sempre ali pra não esquecermos.Tinha ódio mortal dos relógios de pulso.

Chegou à repartição gelada. O ar condicionado costumava cuspir neve e o exaustor tinha a função de espalhá-la por todo o ambiente. Percebia que a frieza tornava-se ainda mais cruel quando existia um abismo entre o que parecia ser e o que se apresentava de fato.Tinha medo das pessoas com cara de bom dia.

Por um instante, sentiu-se oprimida pelos sorrisos de dentes travados. Mas era melhor pensar que, no fundo, havia uma verdade naquela encenação. Esboçou satisfação. Era criativa demais para permanecer indefesa. Contava com a criatividade e isso a bastava. Proferia a si mesma certezas do seu mundo. Intrasnponível mundo.

Rabiscou em sua caderneta quaisquer frases. Fazia isso quando queria conferir o que ainda lhe restava de valor dentro de si. Fazia exaustivas conferências com o seu inconsciente. Finalmente constatou que o mundo de fora não havia subtraído o que lhe restava de mais nobre: a sua leveza.

domingo, 13 de junho de 2010

forever and ever



É encontrar um baú cheinho de riquezas. Não dá pra medir. Nem tem valor de troca. Tem cheiro de música. Tem som de jardim. A pele arde. Brasa, fogo, raiva, felicidade. Paixão. Inquietante paciência. O coração pula. Salto, cambalhota e dança. Música dançante para a vida. É sorriso por dentro, que não cabe em si e transborda. Amor. A respiração vacila. E borboletas invadem o estômago. Vontade. Você que cabe aqui. Forever and ever cravado em letras garrafais.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Aviso importante:

Aos leitores, transeuntes, curiosos e fuxiqueiros;

Fui ali viver o mundo e em breve voltarei com apontamentos de uma vida contemporânea cheia de cobranças de bons resultados.

Desculpe o transtorno, estou trabalhando para melhor servi-los. (sem duplo sentido, please)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

mais um Crtl C + Crtl V

Tenho dito e redito, sejam em twittadas, nestes fragmentos ou nas andadas filosóficas que a vida insiste em me colocar, e reafirmo aos quatro ventos que Xico Sá é um dos grandes cronistas brasileiros e que eu o admiro como quem é devoto do grande mito nordestino, o Padim Padi Ciço!
Por isso, tomei a liberdade de dar um Crtl C + Crtl V em mais uma crônica, daquelas que a gente lê e pensa 
"por que não fui eu quem escreveu isso?" , encontrada na coluna Modos de Macho e Modinhas de Fêmea  do nosso Padim Padi Ciço da literatura.  

***
MODOS DE MACHO - Do riso e do esquecimento do fim

E quando imaginávamos que estava tudo acabado, que amor não mais havia, que tinha ido tudo para as cucuias, que o fogo estava morto como no engenho de Zé Lins, que o amor era apenas uma assombração do Recife Antigo...
 
Quando já dizíamos, a uma só voz, aquela crônica triste de Paulo Mendes Campos: “Às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba...”
 
Quando já separávamos, olhos marejados, os livros e os discos...
 
Quando o Neruda já estava no fundo da caixa de mudança...
 
Quando mirávamos, no mesmo instante, a nossa foto feliz no porta-retratos...
 
Quando não tínhamos nem mais ânimo para as clássicas D.R´s –discussões de relação...
 
Ave, palavra, até o gato, nervoso, sem saber com quem ficaria, quebrava coisas dentro de casa àquela altura.
 
Estava na cara: aquele feliz casal já era.
 
O cheiro do fim tomara todos os cômodos, a rua, o quarteirão, o bairro, a cidade, o mundo...
 
Quando só restava cantar uma música de fossa do Chico... “Aquela aliança você pode empenhar ou derreter..."
 
Quando só restava a impressão de que eu já vou tarde...
 
Sim, o quadro era realmente trágico, não se tratava de exagero nosso. Sabe quando resta apenas o silêncio e o descaso?
 
De tanta inércia, faltava até força para que houvesse a separação física, faltava força para arruma as malas, para ir morar no Lameiro, lá no Crato, ou na casa de um amigo.
 
Ah, amigo, quer saber quem bateu o ponto final da história do casamento?
 
Ela, claro, você acha que homem tem coragem para acabar qualquer coisa?
 
O estranho é que ela não disse, em nenhum momento, que não gostava mais do pobre mancebo. Aquilo me encucava. Porque um homem, como disse o velho Antonio Maria, nunca se conforma em separar-se sem ouvir bem direitinho, no mínimo quinhentas vezes, que a mulher não gosta mais dele, por que e por causa de quem etc etc.
 
E nesse clima de fim sem fim os dias foram passando... Até que chegou o domingo.
 
Eu acabara de levantar do amigo sofá, que havia se transformado no meu leito, quando ela passou com uma cara de impaciência e desassossego. Mais que isso: com vontade de matar gente!
 
Era a cara que fazia quando estava faminta. Sabe mulher que fica louca quando a fome aperta?
 
Vi aquela cena e cai na gargalhada. A princípio ela estranhou... Mas sacou tudo e danou-se a morrer de rir igualmente. Nos abraçamos e rimos e rimos e rimos e rimos daquilo tudo, rimos da nossa fraqueza em não dar a volta por cima, rimos do nosso silêncio sem sentido, rimos desses casais que se separam logo na primeira crise, rimos da falta de forças para enfrentar os maus bocados, rimos, rimos, rimos....
 
E um casal que ainda ri junto tem muita lenha verde para gastar na vida e fazer cuscuz com bode. Agora ela está deitada, linda, cheirosa, gostosa, psiu!, silêncio, ela dorme enquanto escrevo essa crônica!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

numa ilha deserta

Que é da natureza do indivíduo viver em sociedade, todos nós sabemos. Não precisaria assistir as longas aulas de sociologia para saber que a sociedade é vital para o sujeito. Nem muito menos ver Tom Hanks todo barbado gritando por uma bola chamada Wilson para entender que o isolamento numa ilha deserta pode afetar a sanidade do ser humano. Mas a questão não fica por ai...
Insano também é o funcionamento da sociedade que cobra que o indivíduo seja autêntico mas muitas vezes não aceita uma opinião divergente e ai quando o cabra da peste inventa de comunicar algo polêmico numa roda de conversa, ele é quase execrado em praça pública por amigos ou derivados. Ora, a comunicação não é o que nos diferencia dos animais irracionais? Nem sempre... irracional é não perceber que as pessoas não precisam olhar na mesma direção para todo sempre amém. As criaturas têm opiniões e posturas diferentes e isso não significa que a essência deste sujeito foi ultrajada em decorrência do ponto de vista diferenciado.
É ai que os cenários mudam e quem era amigo passa a ser amigo dos nossos desafetos. Decepção. Realidade fria quando percebemos que na vida estamos sós em muitos momentos.
Na grande ciranda da vida, precisamos muitas vezes nos preencher do vazio existente na ilha deserta que existe dentro de cada um.