terça-feira, 5 de julho de 2011

quando a vida concede

Afago do destino. Concessão da vida para felicidade. Como quem recompensa uma jornada. E então vem a trégua. Trégua para alma. Alma calma. Calmaria em avalanche. Nossa hora é chegada.


Braços abertos para os sorrisos. Quando a alegria de tão sincera explode no vento. Vem de dentro pra fora. E dissipa nas cores da vida. Felicidade. Encontro o inesperado. Inesperado que sempre esperei. Espera que não exaspera.


Nas curvas do destino o nosso encontro. Encontro sem desencontro. A espera sincera pelo eterno reencontro. No meu caminho que já desemboca no seu.


Caminhos cruzados. Caminho em passos leves. E compassados. Do passado? O aprendizado. O presente que pressente. Um futuro que nos pertence.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

o amor que chega e não se vai

E eis que chega o amor. Expresso em poesia. Manifestado em palavras. Palavras soletradas por várias linguas. As bocas que não guardam silêncio. Silêncio ruidoso do destino. Na vontade que dá em compartilhar. Momentos. Tristezas. Sorrisos. A arte de transmutar a dor em alegria. Campo fértil para aprendizado.


O amor em versos discretos. Versos de uma história escrita por várias mãos. Porta abertas para dias de sol. Deixar adormecido o romantismo. Renascer no real. Os desentendimentos que virão. E que serão levados pelo vento. Respeito. Carinho. Companheirismo. A essência da amizade que já cabe dentro de nós.


O amor nos acordes da vida. Fantasiado em música. Nos solos inquietantes. Solos orquestrados pela alma. Alma de muitos. Nossos muitos. Na essência do que se pode ser. Viver. Morrer. Renascer. Deixar fluir o ciclo. Cículos que se fecham no infinito. Caminhos que se cruzam num lugar chamado felicidade. Nossa feli(z)cidade. Um pra sempre que não acaba.


domingo, 22 de maio de 2011

num encontro eu encontro

Encontro entre tantos desencontros. Como quem passeia alheio num jardim. Jardim secreto. Entre flores, o reencontro. Surpresas. Amores. Os desamores esquecidos no caminho. Um novo dia, nova luz. Sol e chuva se fundindo no arco-íris da alma.

Encontro o aconchego do espírito. Repouso para vida no colo da felicidade. Com rede preguiçosa que convida o afago. Apago o que não foi. Portas abertas para os dias de sol.

Encontro o que cabe aqui dentro. Nos braços que esperaram o abraço. Nos corações que esperaram as canções. E veio o solo. Alegria. Quando o sorriso vem de dentro e dissipa no vento. Num sopro de uma ventania. Voou e se alojou dentro da alma. Um elo que não se desfaz.

Encontro e não perco mais.

domingo, 24 de abril de 2011

desejos ruidos


Noite fria. Escuridão, calmaria e silêncio. Silêncio obsceno. Como aquela nota invadindo os sentidos, no solo da guitarra inquieta que perturba o juízo. Juízo desajuizado. Ruídos de dentro. Por dentro? Desejos ruidos. Empoeirados em algum lugar do passado. O presente que deseja o futuro. Inquietude. Incêndio. Excitação. O frio da noite aquece o corpo. O corpo treme. O desejo invade. Um corpo entregue quando a alma ainda hesita. Naquele momento em que um solo quebrou o silêncio. E o calar da noite abriu as portas para os ruídos da ruína. Um novo ciclo que se abre até amanhecer.


sexta-feira, 18 de março de 2011

solidão


A vida suplica: Inteligência emocional! Fácil na teoria, prática difícil em tantos desamores. Tristeza. Solidão quase existencial. Saudade. Quem ama, ama só? Resta chorar. Quando choramos visceralmente as lágrimas levam um pouco daquilo que nos fez sofrer. Voilá a vida guarda boas surpresas com o raiar do dia.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

escrever


Escrevo como quem brecha a fresta da janela. Janela da alma. Escrevo como quem brecha a fresta da alma. Nua. Crua. Escrevo como quem brecha a alma nua e crua. Fúria. Desespero. Humor. Não, amor. Em caixa alta: A M O R. Escrevo o amor. Amor oscilante. Oscilações em rotação por segundo. Lapidados em palavras. A palavra lapidada pelos sentimentos pulsantes dessa alma quem vos fala. Escrevo para lapidar a minha alma.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

e a saga se emancipou


A saga da mulher solteira se emancipou e resolveu fazer carreira solo. Abandonou esses fragmentos quem vos fala e está alçando vôos sobre a solterice nossa de cada dia. Está com novo endereço e visitas serão sempre bem vindas. Visitas íntimas também serão bem acolhidas, mas sempre que puderem levem contribuições sobre os apontamentos e desapontamentos da mulher solteira perdida na vastidão da pós modernidade. E você filho de Adão, contribua com dúvidas e opiniões. Lembrando que respeito é bom e faz bem pra boa convivência.

Porém, a separação não foi traumática para nenhuma das partes, por isso os fragmentos continuará no ar, como sempre tentando acessar as profundezas do inconsciente. Contribuições também serão bem vindas, comente rapá, fale dona maria, que mal faz um comentário? Se exponha vá, grite suas angústias nesse mar de descompassos ritmados pelo coração.

Divirtam-se no blog a saga da mulher solteira. E venham chorar no ombro dos fragmentos.