terça-feira, 13 de novembro de 2012

na batida da claquete


E na batida da claquete. Outro cenário. Novos protagonistas. Sorrisos largos. Acolhedores. Conforta a lacuna deixada por quem ficou. Encontros. Desencontros. Reencontros. Constantemente. A vida que segue, dirigindo o seu próprio roteiro. Roteiro sem rumo. A direção não definimos. Na batida da claquete, tudo muda. Resta seguir. Fé no caminho. No tempo. E em nós mesmos. Deixar-se aquietar. A vida é sempre generosa.

sábado, 28 de julho de 2012

escrevi pra você parte II






Escrevi pra você. Por você. Pelo amor. O de Deus. E o seu. Nosso amor. Escrevi o nosso amor. Lacuna dos dias. Agonia das noites. Noites frias. Insones. Vazias. O vazio de você que ficou por aqui.

Escrevi palavras sinceras. Às vezes palavras tristes. Noutras felizes. Escrevi pra você. E me fiz nua. Crua. Humana. Escrevi minhas fraquezas. Humanas fraquezas. E medos humanos. Dos humanos? O crédito.

Escrevi pra você. E falei de amor. Brinquei de amar. Arrisquei em sonhar. Escrevi para compartilhar. Os momentos. Desalentos. E glórias. Escrevi para me aproximar.

Escrevi sob o o mesmo céu que você habita. Mais colorido um pouco. Escrevi o amor. Discorri sonhos. Destilei desejos.

Escrever. E isso é tudo o que posso oferecer.

terça-feira, 5 de junho de 2012

licença poética

O mundo engole o tempo. E a vida. Vida que segue em passos largos. Apressados. Estressados. A fumaça. E o frio. Deixam embaçados os olhos curiosos. Sedentos. O mundo não tem deixado o espaço da poesia. 

A vida clama por poesia. Aquele lirismo poético que faz a gente rir de si mesmo. Falta um pouco mais de poesia. Faltas substanciais. Falta de mim. Ecos dos nossos vazios.

O vazio que embrutece a alma. A vida clama por olhos risonhos. Resta o rosto sisudo. Pele enrudescida. Como as mãos calejadas do sertanejo. Rude. Grossa. Dura. Dureza que esconde a fragilidade. Aqui de dentro pode se ver: Cuidado frágil. Fragilidade que não desencoraja. Mas amedronta.

Sim. A vida pede mais licença poética.

sábado, 12 de maio de 2012

escrevi para você

A vida segue no mundo de cá. Muitas descobertas a cada dia. A saudade persiste.O mundo de lá que ficou. E as despedidas. Dolorosas despedidas. Como não poderiam deixar de ser. 

Extrair do concreto a poesia. Sim, cá existe muito lirismo. E frio. Esfria a carne e o coração. Carne do coração? Não. Coração é músculo involuntário. Foi Marisa quem falou. Coração que pulsa involuntariamente por você. Você. Escrevi para você. Estratégia para preencher o vazio que ficou.

A vida girou. Mas não foi 360 graus. Não voltou ao mesmo ponto de partida. Ato falho. Foi para outro extremo. A vida deu meia volta. Mas não voltou. Fez as malas e se foi. Mudou de endereço. De cidade. E de trabalho. Gratificante trabalho. Mais uma estratégia para preencher o vazio de você. 

A vida sem você. Desalento. Saudade. Vontade. Esperança. Esperar o dia em que nossos caminhos se reencontrarão. No infinito dos tempos. Encontrei você e não perco mais. Seu caminho desemboca no meu. Espero. Espera. A vida tem paciência.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mundo Novo

Um misto de medo e coragem. A vida brinca de girar. Giro em 360 graus. Um estranho novo mundo. Mundo novo. Mundo estranho. Estranheza existencial. Quando pela primeira vez, eu me estranho. A primeira pessoa do singular sendo posta em evidência numa vida de tantas coletividades. O outro versus eu?

Sigo em passos firmes. Lentos. Mas firmes. Como quem tenta entender a nova esfera. Um misto de coragem e medo. Vontade. Aquela vontade de que o mundo congele para dar cabimento às mudanças. Às minhas mudanças.Tortuosas. Sinceras. Incertas. Incertezas que não tolhem as decisões. Deciões que embaralham a vida.

Vida que segue. Engole o tempo. Transita no novo mundo. Eco de outras vidas. Noutro coletivo. Eu e o coletivo. Sociedade que anseio. A espera que se concretiza. Assim se espera. Lentamente. Felizmente.Quando um ciclo se encerra para abrir tantos outros.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

gerar amor


E eis que um ciclo se fecha para dar cabimento a tantos outros. Como no choro de uma criança recém nascida rompendo o tempo da sua geração. Os 9 meses e um fruto que nasce em forma de amor verdadeiro.

Nos nossos 9 meses 'geramos' companheirismo, compreensão e paciência, exercício crucial para o nascimento do amor na forma mais humana de amar, não sem erros, mas na busca persistente do acerto.

Nos nossos 9 meses semeamos o melhor que pudemos oferecer um ao outro, não sem esmorecer, porque isso também é humano, mas insistimos no respeito e na reciprocidade.

Nos nossos 9 meses comemoramos o nascimento sim, o nascimento da promessa que nossos olhos fizeram quando se reconheceram.

quinta-feira, 8 de março de 2012

sobre as coisas que eu não sei


Eu não sei existir sem entrega. Às vezes eu preferia ser menos canceriana. A vida quis assim. A vida me fez assim. Intensa e abissal. De uma profundeza tão profunda que às vezes me perco e quando retomo tenho sempre escoriações que doem na alma.

Eu não sei lidar com o efêmero. Relações que vem e vão não me interessam. Relações frívolas me dão cansaço. Eu sempre me perco no tempo. E o tempo da frivolidade é rápido demais para toda essa profundeza que há em mim.

Eu não sei conviver com interesses. Custo acreditar que há maldade. Eu sempre acho que no mundo existe bondade. E me decepciono facilmente quando tenho que lidar com a maldade alheia.