sexta-feira, 15 de outubro de 2010

aquele ponto final


porque toda razão / toda palavra / vale nada / quando chega o amor

terça-feira, 5 de outubro de 2010

da ressaca de um the end II

Depois do the end no centro da tela. Os créditos finais. Fade out, fade in. E começa o filme II parte I: Prometo.

Uma chuva de promessas. Um toró daqueles pesados. É mais promessa que o Estádio do Santa Cruz todinho implorando à Deus, Jesus, Jeová ou Maomé para tirar a cobrinha da série "D".


É promessa de tudo quanto é tipo meu nêgo e minha cumadre, é um tal de “eu juro não ser tão passional”, “prometo não me entregar tanto na próxima empreitada amorosa”, “eu juro que vou me amar mais”, e por ai vão as promessas nossas de cada decepção.


São as promessas da ressaca do fim. Tão fluídas como as da cachaça mal sucedida, como regime de segunda-feira e das nobres mudanças de fim de ano.


Promessas devem feitas, mesmo que elas não saiam da sua posição original, apenas promessas!

Prometa, mesmo sabendo que você não vai cumprir. Pelo direito nobre de prometer. Invente mundos fantásticos de alguém que levou uma queda do cavalo branco daquele bandido e será socorrida pelo príncipe. Prometa se cuidar mais, ser mais racional, evitar DR’s, ser madura. Prometa. Que mal faz uma promessa não cumprida?


Jure de pé junto, mesmo sabendo que ao próximo cheirinho no cangote você possivelmente vai esquecer tudo o que prometeu. Vai se entregar como uma louca, vai ser intensa, passional e cometer os mesmos erros tudo de novo. Ou vai me dizer que o próximo macho alfa que aparecer galanteante na sua frente não vai te deixar com borboletas no estômago? Pra cima de mim dona Maria?


Pelo direito irrestrito de amar demais, mesmo que seja tudo somente sexo e amizade.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

da ressaca de um the end I

dor passa
passa dor
passador
passado

sábado, 11 de setembro de 2010

never more baby

No dia em que o amor acabou, trajava roupas de gala, cruelmente triunfal. Os trajes contradiziam o que ele era, diretamente do Paraguay, eis o amor, no melhor estilo ex amor.

Muitas vezes destruiu sonhos, é verdade, mas eram nas mais perfeitas noites estreladas, saboreadas por um delicioso cabernet sauvignon. Tim tim, eu sou o amor! Toca um Dylan na vitrola que a felicidade nos espera.

Mentiras sinceras me interessam. “Paz na terra aos canalhas”. "Mil vezes um cafajeste à um corvade", já dizia Xico Sá.

A cortina caiu e denunciou a covardia. “Finja que não é com você”.

Covardia não! Pior defeito que se possa existir nesse mundo de meu Deus. Covardia esconde atrocidades.

Numa visão à lazer pudemos vislumbrar a tragédia. Do espectro doloroso vimos o amor covarde, desleal e desonesto. Aquele sonho dourado? Never more baby, ele nunca poderia lhe oferecer.

Pintava de amor-amante, digo, amante, com juras inatingíveis. Mon amour meu bem ma femme, caro Reginaldo Rossi, travestiam injúrias.

A ilusão chapuletou os sonhos. E o que era verdade, desmoronou. Destruição completa, até a reconstrução. Dias de sol estão à espreita.

Dessa vez, ganhou, mas foi de wo. Que feio!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

uma estrela em nossas vidas


Inocente, disfarçava sua coragem e determinação atrás do codinome bananão.
Bravo guerreiro enfrentou fileiras de lutas com coragem.
Materialista por derredeiro, não podia deixar de ser, mas sensível às coisas do céu, terra e mar.
Lembro de um dia em que o apresentei às constelações, os astros o encantavam.
Ali em frente ao mar ele sentiu uma energia diferente.Soube contemplar a contelação de órion como nunca vi antes.
Notei a beleza do seu espírito, sabia que um dia ele brilhava.
Hoje, Rafael Figueirôa Ferreira, o Bananão, é mais uma estrela no céu iluminando nossas vidas.
Vai em paz Rafa!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

[ . ]

silêncio que emudece a palavra e ensurdece o pensamento.

sábado, 4 de setembro de 2010

quero

um olhar sincero
um toque de desejo
uma palavra de carinho
quero amor verdadeiro
sua cabeça na minha,
sem culpa
quero sinal de vida,
desejo e fogo
noites ardentes
um convite para sair
uma mensagem no celular,
no e-mail ou num bouquet
quero beijos de paixão
sem compaixão
é muito querer?