terça-feira, 11 de agosto de 2009

tudo por um olhar antropológico

Certa vez numa aula com uma figura pitoresca da universidade
tive o prazer de escutar (e anotar, claro!) a seguinte análise antropológica:

“Tem o morto, morto
E o vivo, vivo
Mas tem também
O morto-vivo
E o vivo-morto”

Não é fantástico?!
(risos)

domingo, 9 de agosto de 2009

Eu vou falar...

Com licença?!
É sério, essa "elite armorial" de Recife me causa ânsia!
Denomino por "elite armorial", essa galera que usa sandálias rasteiras da Richards ou vestido de xita da Cantão... Sinceramente viu?!
Não é nada logístico não, minha revolta vem da hipocrisia perpetrada por essa galera regionalmente demagoga...
Eles se fantasiam de “armoriais”, sertanejos, "da terra", mas em seus discursos e posturas é flagrante o preconceito e a manutenção do status quo.

- Sou de Pernambuco, leão do norte (leia-se NÓÓRRRTI, pra ficar claro o sotaque), adoro as manifestações culturais da minha terra, por isso uso sandálias rasteiras e xita por todo meu corpo e danço ciranda onde quer que esteja sendo entoada, porque é nosso hino, adoro assistir ao espetáculo da pobreza e não abro mão de encontrar gente bonita e descolada na galeria Joana D'arc!

Por esses dias eu tive o desprazer de presenciar manifestações "armoriais" de preconceito enrustido na espetacularização da pobreza. Os hábitos e posturas de crianças pobres alegraram a vida de um monte de riquinhos "armoriais”. As crianças de uma escola pública, provenientes de uma comunidade carente (não vou citar pra não expor) foram se apresentar e divertiram a platéia pela dificuldade em falar algo que é muito presente em suas vidas... O "pobrema"!
Putaqueopariu! Eu tive que alertar uma senhora “amorial”, de sandálias rasteiras e bolsinha descolada (que possivelmente era educadora da rede particular, pergunto: educadora?) para não rir dos erros verbais das crianças, pois se tratava de crianças com dificuldades educacionais... Tive como resposta: Não! Eu acho lindo, eles estão ótimos!
Caramba, teve uma criança que quase não se apresentava porque estava fraca de FOME! E a “elite armorial” estava se divertindo com elas.
Mas é bonito o discurso demagogo de democracia, espaço coletivo, acesso à todos, etc... Pergunto: assim?
Lembrei do zoológico onde os animais das celas animam a criançada...
É a mesma coisa de fazer excursão na favela da Rocinha no Rio de Janeiro, para ver e sentir a pobreza de perto e para os turistas voltarem ao seu país encantados com a pobreza brasileira, fala sério né? Sem contar que isso tem engordado a poupança de muitos empresários cariocas!

Vamos tratar com seriedade, a pobreza é real e não é bonitinho não! É foda passar fome, é foda não ter sandálias para calçar, é foda ser estigmatizado por ser de uma classe social inferior! E se acha tão bonito, troca de lugar por um só dia?
Pois é, não é nada engraçadinho minha cara Maria Bonita formada em Sorbone!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

pelo aviso prévio

Pois bem!
estou cá, de idade nova e cheia de novas ansiedades
acontece assim:
o tempo vai passando e a gente nem se dá conta disso
no começo todo mundo diz que somos muito jovens
e que não devemos nos preocupar com isso ou aquilo
que devemos seguir a vida à toa e sorridente...
é lindo!
até percebemos que ninguém se importa em nos avisar que o tempo passou...
fuleragem heim?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

tudo uma questão dialética

Ela vem acompanhada de muitas coisas
e também deixa um bocado pra trás
é como se tudo zerasse e eu voltasse pro início
(só que em outra fase, entende?)
certa vez escutei:
"esvaziar o que tá cheio e encher o que tá vazio"
(entendeu agora?)
não passa de uma questão de dialética
uns chamam de renovação, outros de envelhecimento
eu prefiro pensar que se trata de recomeço.
É... a nova idade é cheia de estratégias!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

é ela

Viu?
Eu vi
Lá está a felicidade acenando e desejando boas vindas!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

o que vou ser quando crescer?

Num dia destes fui surpreendida pela seguinte indagação:
- Como você se vê daqui a cinco anos?
Dei uma resposta hipotética de algo que nem tinha tanta certeza e no fundo me senti uma grande idiota em perceber que meramente havia projetado uma vida de comercial de margarina para ter como parâmetro uma vida feliz...
O fato é que essa pergunta não se esgotou com a minha resposta, passei o dia inteiro remoendo aquela intrigante pergunta, lembrei das vezes em que apliquei dinâmicas (que nem é meu forte e nem minha preferência, mas muitas vezes recorria a elas no trabalho com os adolescentes) que tinha como base esse tipo de pergunta:
"Como você estará daqui a dez anos?"
“Você se vê fazendo quais atividades daqui a três anos?"
Lembro ainda que eu fazia essas perguntas quando queria saber o nível de perspectiva do adolescente e se ele pensava numa vida diferente a que ele levava no momento.
Pensei em como a vida que eu projetava a cinco anos atrás tinha um cenário completamente diferente do que hoje eu estou atuando e como eu corro risco de projetar a vida mais inatingível para meu percurso.
Essa pergunta foi como uma agulha alfinetando a minha prepotência e que tal qual para os adolescentes em situação vulnerável de violência urbana e desorganização social percebi que projetar a vida é tarefa difícil para qualquer um.

É...
C'ést la vie

segunda-feira, 6 de julho de 2009

um mais um não soma dois

submissa
submeto
o meu orgulho ao teu

inverti a ordem
você ordena
eu obedeço

e me faço, me trago
inteira
faceira
matreira

quando um mais um não soma dois
foi ele quem propôs
e o que vem depois?

um mundo reinventado
recriado
repensado
pra nós dois


observação nº 01: feministas de plantão, perdoem-me a traição!
observação nº 02: eu sou péssima nisso, sem muitas pretensões literárias